No século XIX, Portugal era um país do Antigo Regime, dominado por um regime absolutista que tomava medidas como a Inquisição a Real Mesa Censória e a Intendência.
O país via-se numa crise devido a terem uma agricultura pobre, as indústrias eram subdesenvolvidas e uma sociedade ignorante contudo também nesta sociedade existiam os mecenários (membros de uma instituição secreta que divulgava as ideias liberais e deitarem abaixo o absolutismo.) Estes mecenários formaram o Sinédrio que servia como local de encontro para mecenários. Eram apelidados como Jacobinistas pelo rei.
Portugal foi invadido por França 3 vezes devido ao Rei repreender o Bloqueio Continental (documento decretado por Napoleão Bonaparte que não permitia aos outros países abrirem Portos a Inglaterra. Isto causou a retirada do Rei e as suas cortes para o Brasil para evitar a sua morte. Deixando Portugal ser governado pelo Marquês de Abrantes. Em 1808 o Rei abriu os portos do Brasil para comercializar com outros países, algo que prejudicou a economia portuguesa.
Outra maneira de que as Invasões Francesas prejudicaram Portugal foi pela regência Inglesa. Como Portugal e Inglaterra eram países aliados, vários reforços ingleses apoiaram na defesa do país perante as invasões. O General Beresford ficou como Presidente da Junta Governativa portuguesa e, abusando do poder que detinha, beneficiou bastante os oficiais britânicos, dominou a economia, colocou em várias prisões todos os jacobinos que detectou e reactivou a Inquisição.
Depois de acabadas as invasões, a crise económica e social estava constantemente a agravar-se . Quanto à economia, esta explica-se pela quantidade exorbitante de despesas de guerra, pela falta de produção devido à destruição de campos e indústrias. No que tocava às exportações, Portugal não lucrava nada, mesmo se os produtos do Brasil fossem em maior quantidade e de melhor qualidade. Na questão da crise social esta agravasse devido a ausência do rei que despolarizava todos os portugueses.
Em 1820 os membros do Sinédrio aproveitaram a eclosão da revolução espanhola e a ausência de Beresford numa ida à corte brasileira para os militares jacobinos no Porto enviarem o Manifesto à Nação. Este manifesto teve como função libertar a Pátria do Absolutismo e trazer de volta as cortes portuguesas para que redigissem uma nova constituição para o país. Em 15 de Setembro desse mesmo ano expulsaram vários regentes deixados por Beresford e os liberais do Porto fundiram-se com os Liberais de Lisboa formando a Junta Provisorial do Governo do Reino esta junta tinha como objectivos :
* Organizar as cortes constituintes
* Terminar com a dominação inglesa
* Notificar o rei D. João VI sobre o que se tem em ocorrido em Portugal e trazê-lo para o país
* Consolidar externamente o novo governo através da diplomacia
E assim o Antigo Regime deu por acabado, abolindo a inquisição das censuras, das inquisições e das taxas feudais e formou-se a Constituição de 1822. Todos os que defendiam esta Constituição eram chamados vintistas.
Esta Constituição dizia que a lei era igual para todos e todos eram livres. Aqueles que tinham direito a voto eram homens com mais de 25 anos que soubessem ler e escrever. O poder executivo era dado ao rei hereditário, o judicial era dado aos juízes e os legislativo era dado às Cortes de câmara única, e consagrou também a religião católica como a religião oficial do Estado e Nação portugueses.
Porém ainda haviam muitos sépticos contra a Constituição (muitos deles membros do Clero e da Nobreza) criticando ser demasiado radical. Outra razão que explicava o grande número de sépticos foi pelo facto de muitos portugueses serem religiosos e tradicionalistas apenas gostando do que lhes era costume. Também o facto do Brasil ter ganho independência fez com que muitos burgueses perdessem alguns dos seus produtos de venda o que fazia com que estes reformulassem os seus negócios.
Assim D. Miguel (filho de D. João VI) e a sua mãe D. Carlota Joaquina em Espanha, participaram num golpe chamado Vila Francada que tinha como principal objectivo restabelecer o absolutismo na Península Ibérica. Contudo D. João VI intimou o filho, obrigando a parar o golpe e a obedecer-lhe.
Então, partidários de D. Miguel sequestraram o rei numa tentativa de fazer com que este abdicasse o trono para a mulher (este golpe foi conhecido por Abrilada)mas este golpe falhou e D. Miguel foi exilado para Viena de Aústria.
Após a morte de D. João VI houve um problema de não haver sucessor (trazendo o caos para o país) D. Pedro IV (Filho mais velho de D. João VI e governador do Brasil) arranjou como solução meter na regência a sua filha D. Maria I e libertar o seu irmão D. Miguel para que este seja rei e casar-se com a sobrinha quando esta crescer. D. Miguel teria de concordar com a Carta Constitucional. Assim o fez, só que infelizmente permaneceu durante muito tempo, pois convocou as Cortes da maneira antiga, e perseguiu liberais, muitos destes eram humilhados, torturados ou enforcados.
Assim D. Pedro IV liderou a resistência ganhando um grande exército, (constituído por liberais voluntários) e lutou contra as forças do seu irmão na cidade do Porto. A resistência triunfou e D. Pedro IV repôs a Carta Constitucional em 1828.
A Carta Constitucional e a Constituição de 1822 eram idênticas contudo tinham algumas diferenças:
1- O rei agora tinha o poder moderador que lhe permitia convocar cortes, nomear e demitir governos ou suspender magistrados
2- O poder legislativo era constituído pela câmara dos deputados (indivíduos que têm de pagar cerca de 100$00 reis anualmente) e pela câmara dos pares (membros de alta Nobreza e do alto Clero que eram nomeados pelo Rei)
Após a vitória dos liberais o ministro da Fazenda da Justiça, Mouzinho de Silveira tomou várias medidas para que Portugal fosse um país liberal fazendo decretos para ,extinguir as malícias em Portugal, extinguir as dízimas ou abolir o pagamento das sisas, excepto em venda ou troca de bens e raiz.
O Setembrismo era uma facção inspirada nas ideias vintistas, e opunha-se à Carta Constitucional originando duas guerras cívis: a Revolta da Maria da Fonte e a Petuleia (onde os setembristas aliaram-se com os miguelistas). Nestas duas batalhas A Carta Constitucional triunfou.
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